domingo, 20 de junho de 2021

SEGUNDA LEI SISTÊMICA: LEI DA ORDEM OU DA HIERARQUIA

 p. Daniel Della Valle

Da mesma maneira em que ao nascermos, pertenceremos naturalmente a um sistema familiar, o que determina o nosso contexto, acontece de forma absolutamente natural que, ao nascermos, o fazemos em um momento histórico único.

AO NASCERMOS, GANHAMOS UM ESPAÇO NOSSO DENTRO DO SISTEMA FAMILIAR E UMA ORDEM DENTRO DESSE SISTEMA.

Essa ordem de nascimento e o que determina a essência da LEI DA ORDEM O DA HIERARQUIA, sobre a qual, reflexionaremos. E para começar, posso dizer que sei que esta lei parece muito rígido e determinista. Parece radical e fere diretamente nosso sonho de libre arbítrio…

MAS… TER UM CONTEXTO E UMA ORDEM DEFINE MUITA COISA… SOBRETUDO QUANDO ANALISAMOS AS RELAÇÕES QUE GUARDAMOS COM O NOSSO SISTEMA.

Ordem e hierarquia parecem quesitos de uma lista de virtudes militares... ou algo assim....

Mas, se permita descobrir o que há detrás desta lei o força do Amor de Bert Hellinger.

Na primeira lei [Pertencimento] vimos que, ao nascer dentro do nosso sistema familiar, ganhamos um CONTEXTO e recebemos o direito indiscutível a PERTENCER a esse sistema...Pode parecer obvio... Uma lei que por evidente parece ser mais uma redundância que uma lei. Até que... exploramos as consequências de TRANSGREDIR O PERTENCIMENTO e ver as suas implicações na vida dos indivíduos, da família ou de uma empresa.

Segundo a LEI DA ORDEM OU HIERARQUIA que vemos hoje, nascer dentro de um sistema familiar significa nascer em relação ao resto do sistema, em uma determinada ordem, e juntos, o contexto, que mencionávamos antes e a ordem, determinam o que chamamos de NOSSO LUGAR.

E, nos adiantando muito dentro da teoria sistêmica, estar no NOSSO LUGAR, significa viver em equilíbrio, sem gerar consequências ou emaranhamentos... OLHA QUE IMPORTANTE!

Esta lei trata da ordem de nascimento e do respeito profundo e referencial pelos mais velhos.

Na nossa cultura ocidental ser um idoso não significa ter muitas vantagens..., mas, por sorte, não é uma regra.

A antropologia afirma que nas culturas mais antigas, organizadas em bandos, tribos ou clãs, o que realmente determinava a ordem e a hierarquia, era a relação de parentesco (familia) e a experiência de vida (atrelada a idade), e que por tanto, era atribuída a aquele mais velho.

Em algumas culturas extremadamente desenvolvidas como a japonesa, a chinesa ou coreana, a velhice é sinônimo de sabedoria e respeito, assim, eles tem como tradição cuidar bem, glorificar e reverenciar seus idosos.

O Próprio Bert Hellinger observou essa mesma relação de respeito com os maiores e com a ancestralidade nas tribos Zulus, durante seu trabalho na África.

Quase todas as sociedades oferecem um lugar de privilégio as pessoas maiores em reconhecimento da sua experiência e representatividade.

Por outra parte, a ordem e a organização fazem parte da nossa realidade, ainda no caos. Partindo da base que somos seres sociáveis, para assim sermos, respondemos a uma longa lista de normativas e regras de convivência que deveriam garantir uma interação harmônica e pacífica.   

NAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES, A LEI DA ORDEM QUE TAMBÉM SE DENOMINA DA HIERARQUIA, DIZ QUE EXISTE UMA ORDEM NATURAL E UNIVERSAL, E É ESTABELECIDA PELA ORDEM DE CHEGADA AO SISTEMA FAMILIAR, O QUE POR SUA VEZ, ESTABELECE UM VÍNCULO DE HIERARQUIA, ONDE QUEM VEM PRIMEIRO TEM PRECEDÊNCIA SOBRE QUEM VEM DEPOIS.

Assim, aqueles que vieram antes tem autoridade sobre aquele que veio depois. Os avós tem precedência e autoridade sobre os Pais, que tem precedência e autoridade sobre o filho maior, que tem precedência e autoridade sobre o filho menor... Observando claro, que cada relacionamento possui suas particularidades. Também em um segundo matrimonio, a segunda esposa, atual, e a última em chegar...

Na visão e experiência das constelações familiares, os valores, a história, a força da família, chega até nós como já mencionamos, VERTICALMENTE, desde a ancestralidade. São eles, os ancestres que modelaram a vida que chega até nós e continua em nós.

Traz em si, como em um único corpo vivo, o crescimento e a evolução familiar, seus fracassos, felicidades e traumas, a harmonia e os conflitos e, TUDO AQUILO QUE ESTE EM DESORDEM, estará, como acontece em um corpo vivo, em um firme movimento rumo a diminuição da entropia... ou seja, em procura constante por soluções.

MAS, NÃO SE TRATA AQUI DE SOLUÇÕES INDIVIDUAIS... O sistema Familiar responde às características de um campo morfogênico, que se autorregula, assegura sua continuidade e se autopreserva, e, geralmente, uma vida, a vida de aquele que gera conflitos, não alcança para apreender a viver de forma equilibrada; para aprender a viver sem gerar consequências e então, os conflitos e confusões QUE GERAMOS em cada transgressão às leis sistêmicas, geralmente ficam como herança. como uma “matéria pendente” para que, as próximas gerações, se encarreguem de restabelecer a ordem, o equilíbrio e o pertencimento: O que podemos chamar de equilíbrio sistêmico.

Como a água da fonte romana no poema de Conrad Ferdinand Meyer, algumas vezes utilizado por Bert Hellinger em seus livros, essa herança e a vida que chega dos sistemas que nos precedem, passa de geração em geração seja que a gente queira ou não..., com as suas bençãos e seus emaranhamentos.

De todas as formas, a vida que recebemos ao nascer, resulta ser O MAIOR DE TODOS E QUALQUER PRESENTE QUE POSSAM RECEBER, e, um presente QUE SÓ PODEMOS AGRADECER E HONRAR COM O RECONHECIMENTO DA PRECEDÊNCIA E O RESPEITO.

 

Só estamos nesta vida, graças a nossos pais, e eles, graças aos seus... Essa ordem não é permutável... essa ordem é absoluta... E essa ordem nos diz que quem nasceu por último é o mais pequeno. Não o menos importante, não o de menor valor... só o mais pequeno. Que assente ser o mais pequeno, até que a própria vida e ele mesmo, cresça, ocupe SEU LUGAR e viva sua vida para tal vez dar lugar a novas gerações.

Junto com o fato de honrarmos a precedência e o respeito pelos maiores, são parte desta lei algumas outras particularidades, segundo as diferentes relações existentes dentro de uma família. Sejam do tipo, pais-filhos, relação entre iguais, relações conjugais, relações hierárquicas etc., ...

Por exemplo, apendemos que os grandes DÃO e os pequenos RECEBEM e que os pequenos não devem INTERFERIR nem tentar compreender ou questionar assuntos pessoais dos grandes.

Tudo isto levou muito tempo para ser compreendido e exposto na prática das constelações familiares e, neste pequeno resumo, o difícil é fazer disto algo facilmente compreensível. Não entanto devemos dizer que as constelações familiares não possui como objetivo explicar tudo e esclarecer cada fato ou cada situação que surja como uma incógnita ou paradoxo... só se atém a aquilo que se mostra na prática, dentro do campo de uma constelação.

Mas, como funciona na prática esta lei da ordem?

Existe uma ordem ancestral, aonde a precedência vai naturalmente desde os mais antigos aos mais novos.

Também existe uma precedência entre os irmãos, dentre os que nascem antes e os que nascem depois. 

Empregados mais recentes de uma empresa devem respeitar os mais antigos e fica um pouco mais complexa a preservação da ordem e da hierarquia, mas continua sendo definível, quando, por exemplo, um novo gerente começa a chefiar um departamento cheio de empregados bem mais antigos que ele...

Entre cônjuges não há precedência, são os pilares básicos de uma família, mas, quando existem filhos de outros matrimônios ou esposas ou esposos anteriores, seja de uma ou das duas partes de um novo casamento, ainda que pareça um quebra cabeças, e possível compreender a ordem e a hierarquia que possibilita o novo relacionamento e graças à lei da ordem e as outras leis sistêmicas, podemos evitarmos gerar conflitos, desentendimentos e exclusões, assim pomo é possível preservar a força e a luz dos relacionamentos anterioires.

É das transgressões à lei da ordem que surgem uma enorme quantidade de conflitos, e emaranhamentos, e isso acontece a maior parte das vezes pela necessidade de manter a nossa BOA CONSCIÊNCIA ou a nossa consciência “limpa” (conceito resinificado pela filosofia sistêmica).

Bert Hellinger chama isso de Amor que adoece. Pois por amor, muitas vezes assumimos aquilo que não é nosso, que é dos nossos pais, ou encargos do sistema familiar, que assumimos inconscientemente por estarmos a serviço do nosso sistema.

Querer mandar ou dirigir aos nossos irmãos maiores sem respeito: mandar ou julgar aos nossos pais, Querer ou pretender assumir a dor de seres queridos que sofrem, viver a vida de um irmão que não nasceu, proteger a mãe, substituir ao pai... enfim... muitas são as transgressões e muitas as consequências nefastas e indesejadas que acabam por provocar sofrimento, fraqueza e doença.

É esse o amor que adoece!

Então, Dentro de um sistema, a ordem e a hierarquia se determina pela precedência no tempo. Isso significa que aqueles que vieram antes irão ter autoridade sobre quem veio depois.

Como se pode ver, na realidade, esta lei é muito simples e possui a força e a validez de uma lei universal, que dá sustento silencioso a toda relação humana orientada à vida.

Vamos a explorar no próximo artigo a última lei sistêmica:

A LEI DO EQUILÍBRIO OU DE “DAR E RECEBER”

 

Muita aluz a todos

Um forte abraço

PRIMEIRA LEI SISTÊMICA: LEI DO PERTENCIMENTO

 p. Daniel Della Valle


Chegamos ao momento de falarmos, aqui, no nosso Blog sobre a Primeira lei sistêmica….  PERTENCIMENTO

Muito se fala nos meios sociais sobre as Leis Sistêmicas e as vezes se fala desde uma grande quantidade de supostos, que dificultam a compreensão do leitor leigo. Se fala de alma, de campo, de consciência, daquilo que pode o que pode, se fala de tomar, de amor que adoece..., mas, todos esses conceitos conhecidos dos consteladores, são conceitos resinificados pela filosofia sistêmica de Bert Hellinger e confundem.

Por nossa parte, tentaremos dar uma explicação sem tantas complicações.

As leis sistêmicas se aplicam sempre a sistemas e aos integrantes dos sistemas.

Assim, é lógico que alguém que pertence a um sistema, se sujeite à lei do pertencimento.

Mas, ser parte de um sistema não é simplesmente ser um número. Ser parte de um sistema confere ao indivíduo ou a essa unidade, características que são indispensáveis para que o sistema funcione com a suas características atuais. Sem esse indivíduo ou unidade o sistema deixa de ser como é.

Mas podemos ver desde outro ponto de vista.

Estamos acostumados a falar que a vida é complexa, que não existem os acontecimentos fortuitos, que todo possui um motivo para acontecer, que as doenças nos mostram alguma coisa que devemos apreender… Falamos da CONCATENAÇÃO UNIVERSAL, falamos de CAUSAÇÃO DESCENDENTE, falamos de ESPIRITUALIDADE, de uma FORÇA SUPERIOR que tudo o coordena, assim como apreendemos no TAO a forma em que todo se conecta pela origem e pela essência…falamos de GAIA, falamos da CONSCIÊNCIA QUÂNTICA...

Bem... A lei de pertencimento fala dessa “cola” que relaciona o todo. Nisso se baseia a Teoria do Caos e seu efeito Borboleta... Tudo é uma grande teia de aranha que nos relaciona de forma complexa e invisível pelas leis sistêmicas. Mas a grande “cola” que dá a consistência a sociedade é o pertencimento.

E que é esse pertencimento?

Simples...Se nascemos, vamos a pertencer a algo.

E depois, podemos escolher pertencer a outros sistemas (família, escola, universidade, empresa, clube, partido político, país, religião etc.,).

Por sermos gerados a partir de uma informação genética e epigenética contida em um ovulo e em um esperma, carregando toda aquela informação ancestral, vertical, e por ter nascido naquele contexto, naquele momento… vamos a pertencer a essa família.

E com esse pertencimento, ganhamos direitos e deveres.

Seremos parte dessa estrutura e dessa essência.

Agora, o essencial nesta lei de pertencimento, não é simplesmente pertencer. A Lei de pertencimento diz que todos temos o DIREITO a PERTENCER a uma família. E esse direito é intransferível e inquestionável. E transgredir esta lei gerará consequências negativas pelos seus efeitos.

A transgressão a esta lei, por exemplo, seria a exclusão de um dos integrantes do sistema, da família. Mas também pode ser um esquecido, alguém que perdeu seu lugar natural dentro da família, um doente ou incapacitado, alguém que pelas suas ações foi deixado de lado, alguém que morreu cedo demais etc.

Na exclusão, o sistema familiar sofre um colapso, uma ruptura na sua continuidade, e por motivos que poderemos ver más tarde, aquela “teia de aranha” tridimensional que é o sistema familiar, deve se ajustar, reatribuindo papeis, responsabilidades e protagonismos e assim, tirando aos integrantes dos seus lugares. Mas, isso não resolve o problema da exclusão. Só provoca mais desajustes e mais consequências.

É mais, isso não é possível sem que existam consequências, geralmente negativas pelos seus efeitos e sem que se gere a necessidade de restituição do excluído para correger aquele colapso.

Entre tanto...Que sucede com o excluído?

POR TER DIREITO A PERTENCER, o excluído teria a mesma possibilidade de ser do jeito que ele é, da mesma maneira que o resto da família, mas, por ser excluído se provoca uma injustiça sem tamanho… se lhe impede de ser, de existir… se exige do excluído o maior dos sacrifícios, que é o de perder suas raízes, para satisfazer as necessidades ou crenças de um ou vários outros integrantes da família.

Por ser uma lei, se a RESPEITAMOS, todas as relaciones humanas serão influenciadas, formatadas e transformadas pelo seu conteúdo, permitindo que a vida e os relacionamentos continuem a fluir EQUILIBRADAMENTE.

O direito a PERTENCER é muito forte. E a partir do direito de pertencimento, se determinam os limites do sistema.

Assim, pertencem ao sistema familiar todos aqueles que possuem LAÇOS DE SANGUE. Geralmente Bisavós, avos, pais, filhos, irmãos, meios irmãos etc., Todos os ancestres e todos os descendentes.

Mas as vezes a família também se integra por pessoas que não possuem vínculos de sangue, mas sim os chamados VÍNCULOS DE DESTINO. Estas pessoas serão todos aqueles que se vinculem com integrantes da família ou que a afetem de uma forma ou outra, como; EX PARCEIROS, ou PARCEIROS ATUAIS, PESSOAS que foram importantes afetivamente, relacionamentos mal desfeitos ou inconclusos, relacionamentos onde existiram promessas de amor ou de fidelidade, como acontece nos amores Impossíveis ou não permitidos que, de ser truncados provocarão sofrimento; pessoas que cederam bens ou deixaram heranças beneficiando à família ou que fizeram grandes sacrifícios por alguém da família...

Todos eles passam a ser parte do nosso sistema familiar, e terão seu pertencimento assegurado. Seu pertencimento E TODO O RESPEITO E CONSIDERAÇÃO.

Dentro de um sistema familiar, todos os integrantes possuem o mesmo direito de pertencer e isto, permite que façamos uma interpretação muito mais rica em detalhes e diferenças da profundidade dos relacionamentos dentro do sistema assim como também, das diferentes e complexas consequências das transgressões à lei de pertencimento.

Por outro lado, nem sempre a EXCLUSÃO de um dos integrantes do sistema é feita conscientemente. Mas sempre EXCLUÍMOS por não ser cuidadosos ou achando que estamos com a razão.

Por exemplo:

Excluímos ao pai ou a mãe por não ter sido como queríamos que fossem; a um tio que é alcoólatra, porque seu comportamento envergonha a família; excluímos a uma pessoa doente mental, porque não representa e denigra à imagem familiar...

Excluímos a alguém que trai ou que mente, porque não respeita a ética e a moral familiar, mas excluímos as vezes porque há segredos escondidos, porque NUNCA SE LHE DEU LUGAR a alguém que nasceu de um relacionamento escondido… ou fica excluída uma CRIANÇA QUE NÃO NASCEU (um aborto do jeito que for) só porque resulta doloroso falar dessa perda ou porque não se pode suportar a dor ou a vergonha de tê-lo provocado…

No caso dos abortos o dos natimortos a exclusão fica clara e corriqueira e fica expressa nas primeiras perguntas da anamnese, quando perguntamos quantos irmãos tem e quais é se é primeiro ou segundo filho...

O consulente diz: Somos 5 irmãos... Moramos na mesma cidade! E Eu sou o terceiro!

Perguntamos então… Sabe se a sua mãe teve algum aborto, se perdeu alguma gravidez?

E responde… ah! Sim… perdeu o primeiro filho que nasceu com problemas cardíaco, e ela contou que teve três abortos naturais, dois antes de mim e um antes do meu último irmão…

Você pode ver as exclusões neste caso?

1º filho morto por problema cardíacos

2º primeiro filho vivo

3º segundo filho vivo

4º primeiro aborto

5º segundo aborto

6º nosso consulente que é o terceiro filho vivo

7º quarto filho vivo

8º terceiro aborto e

9º filho vivo.

Dizendo que é o terceiro, o consulente está excluindo o primeiro e os dois abortos anteriores. Na realidade o nosso consulente é o 5 filho.

Seja qual for o motivo da exclusão… e por mais difícil de aceitar ou maior seja o nosso desejo de esquecer ou de ocultar ações, ou pessoas, não podemos cercear o direito daquele ser DE PERTENCER a SUA família. Seu lugar deve ser respeitado.

Segundo a filosofia de Bert Hellinger, dentro das constelações familiares, a transgressão às leis sistêmicas e, neste caso, à LEI DO PERTENCIMENTO gerará inevitavelmente problemas e conflitos que exigirão inquestionavelmente ser solucionados pelos membros desse sistema familiar, sejam aqueles que provocaram o conflito original ou outros de gerações posteriores. As soluções deverão ser equilibrada e satisfatórias para todas as partes, mas, de não reintegrar ao excluído, não haverá soluções.

É pode se dizer mais. Em geral toda a força da solução sempre vêm com a inclusão do excluído,

É uma lei. TODOS TEMOS DIREITO A PERTENCER.

E SE APLICA A TODAS AS ÁREAS ONDE EXISTAM RELACIONAMENTOS HUMANOS.

 

Muita luz a todos!

Um forte abraço!


sábado, 19 de junho de 2021

Proximamente atenderemos em Gaspar!

 


INTRODUÇÃO ÀS LEIS SISTÊMICAS DE BERT HELLINGER

p. Daniel Della Valle


Oi, amigos.

Em um vídeo anterior começamos a falar das leis sistêmicas ou leis do amor nas quais se baseia a filosofia de Bert Hellinger. Começamos falando do assentimento do qual Bert Hellinger nos falou tanto e que A Sra. Brigitte de Champetier de Ribes postula como 4a lei.

Hoje refletiremos sobre as outras 3 leis sistêmicas pilares das Constelações Familiares

Na vida Tudo é RELACIONAMENTOS.

Esse é o tema de estudo da SOCIOLOGIA, que se define como a parte das ciências humanas que estuda o comportamento humano em função do meio e dos processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições.

Qualquer coisa que sucede na vida, tem como parte importante da sua razão de ser, os relacionamentos humanos… isso está implícito no fato de sermos, os seres humanos, seres sociais.

Somos muitas coisas..., mas, somos seres sociais.

O ser humano se completa nos seus relacionamentos, se aperfeiçoa e, ao mesmo tempo, se dá continuidade através do intrínseco e poderoso instinto de sobrevivência e de procriação, que só é viável em sociedade.

O núcleo central, a célula base do relacionamento humano é a família.

Pai, mãe, filho/a, são a base da sociedade.

E podemos pensar, se quisermos, na família, como uma associação de seres independentes, com vida própria e livre arbítrio. Com inter-relacionamentos sujeitos ao ir e vir das peripécias da sorte, da qual seriamos dependentes.

Podemos pensar na família como um acaso, como um acidente, como uma benção ou como uma “cruz” …, mas assim, a família estaria sendo muito mal compreendida.

A família é mais. É muito mais.

Por muitos anos Bert Hellinger observou o comportamento humano, a forma em que a consciência modelava personalidades, expectativas e frustrações, até compreender o verdadeiro significado de ter ou não ter consciência, ou melhor, de ter uma consciência boa ou uma má consciência.

Observando outras culturas, Hellinger verificou outras formas de se relacionar com a vida e com a morte, com a ancestralidade, e na prática das suas descobertas foi descrevendo a sua nova forma de ver o essencial, a sua nova filosofia.

Dizíamos que o núcleo da sociedade é a família.

Também dizíamos que a família é mais... que é mais que a soma dos seus integrantes. Estamos acostumados de ver com os olhos físicos e com eles, não enxergamos mais que uma pequena parte da realidade… da realidade que achamos possível. E não vemos nessa família, o que realmente a determina… como os laços, as influências, as sobrecargas, os sistemas de crenças, os amores… a verdadeira razão de todas e cada uma das atitudes dos seus integrantes.

Também não vemos que por detrás de nós, existe uma história.

Duas histórias...

Centos de histórias que vem se afunilando dentro do sistema familiar do pai, e do sistema familiar da mãe... até nós!

 

Nos carregamos um patrimônio genético numa influência vertical em termos de informações das famílias dos nossos pais. Mas também carregamos uma informação epigenética em termos de comportamentos e crenças que só são válidos para nosso sistema familiar. Assim, as antigas gerações estão influenciando o nosso presente de uma forma invisível e as vezes, nada sutil.

E está também o relacionamento horizontal, com os nossos pais, irmãos, amigos… com a parte da sociedade com a qual nos relacionamos e todos estes relacionamentos também nos marcam a fogo.

Não só pelo que pegamos CONSCIENTEMENTE deles, mas também pelo impressionante e necessário laço que se estabelece e nos aprisiona, para podermos existir como parte desta vida, dessa família, desta sociedade.

Após toda esta elaboração, “paso a paso”, como o mesmo Bert Hellinger declara em uma das suas entrevistas, as constelações chegam ao mundo com esses três pilares, que são as leis sistêmicas, também chamadas de ordens de amor ou Forças do amor, e que não são outra coisa que as leis que regem e articulam todos os relacionamentos humanos, começando pela família.

Estas leis agem dentro dos chamados sistemas.

Um sistema social é um conjunto de indivíduos que se agrupam com um objetivo comum, e agem como um todo, sendo o todo mais importante que cada um dos seus integrantes.

Uma particularidade interessante é que dentro do sistema as partes podem não se relacionar diretamente, mas, mesmo assim, todas as partes ou integrantes estão coordenados em esse todo complexo chamado sistema

O sistema familiar, como base da sociedade e de todo relacionamento, é um sistema no qual seus integrantes se relacionam na base de uma história, da sua cultura, sentimentos, educação, segredos, energias e dependências, e muitos outros vectores, e que se diferenciam necessariamente das outras famílias ou sistemas familiares.

Mas, além dos relacionamentos de hoje, da família que podemos ver e tocar, estes sistemas familiares são influenciados pela ancestralidade.

Não como espíritos que pairam por cima de nós e sim, porque as constelações familiares mostram na prática que eles, os ancestres, não deixam de ser parte da família por ter morrido.

Bert Hellinger deixou para nós, como base fundamental da sua filosofia três leis sistêmicas que passaremos a analisar más tarde.

Viver respeitando estas leis, nos permite ter uma vida ordenada, com saúde e atingindo as nossas potencialidades.

Não respeitar estas lei nos coloca em uma situação de conflito, fraqueza e desordem, que gerará consequências, dificuldades e até doenças

Estas Leis são...

PERTENCIMENTO

HIERARQUIA ou lei da ORDEM

E EQUILÍBRIO ou lei de DAR E RECEBER

 

Até a próxima

Muita luz a todos!

Um forte abraço!


A FORÇA DO ASSENTIMENTO E AS LEIS SISTÊMICAS DE BERT HELLINGER.

p. Daniel Della Valle

Faz pouco tempo atrás falávamos das ordenes e desordenes nos relacionamentos, e dizíamos que esses relacionamentos dentre pessoas desde sempre são possíveis quando de interesse comum e quando respeitam diversos tipos de regras, sejam estas éticas, morais, de usos sociais, culturais o de qualquer outro tipo.

Dentro desse grande grupo de regras, dizíamos que existem as chamadas leis sistêmicas, que são a base da ciência dos relacionamentos de Bert Hellinger, e que são validadas a cada constelação.

Bem, e que são as leis sistêmicas?

Uma lei, é uma regra categórica, segundo o dicionário. Uma regra é uma norma que se impõe a todos os indivíduos que se vem obrigados a submeter-se a ela sobre pena de sanções.

Sistêmica é um adjetivo que se refere a um todo organizado e interdependente com é o corpo humano. Se falta um órgão ou tecido, nosso corpo poderá não funcionar de forma correta e até pode ser que nem seja possível a vida.

Cada um de nós então, é um sistema. E a base das constelações familiares, assim como o de tudo o que acontece na sociedade e nos relacionamentos entre seres humanos, é o sistema familiar.

Lei sistema em definitivas é uma lei que se aplica a todos por igual sem excepção, quando se trata dos relacionamentos entre indivíduos ou entre grupos de indivíduos.

E de onde vem essas leis sistêmicas?

Bert Hellinger criador das atuais Constelaçoes Familiares, fez alguns descobrimentos muito importantes para constituir essa nova filosofia, a filosofia sistêmica, que sustenta o que se deu a chamar a Hellinger Sciencia®, ou ciência das inter-relações humanas.

Esta ciência cresce e se desenvolve desde as primeiras percepções de Hellinger, extraídas de uma enorme experiência terapêutica, de raízes teórico práticas riquíssimas, mas, fundamentalmente, da sua própria humanidade.

Foram muitas as percepções nas suas experiências de vida, e aos poucos, abriram caminho para a compreensão da ligação profunda que existe dentre os seres humanos. Uma ligação que necessariamente é organizada por critérios, por leis que se aplicam a todos por igual. Leis que em seu momento, chamou de ordens do amor e que também são chamas de forças por Brigitte de Champetier de Ribes, uma das mais ilustres alunas de Bert Hellinger.

E mencionamos a Sra Brigitte, porque no em seu livro, “Las fuerzas de amor”, de 2017, ela sugere uma quarta regra, lei u força sistêmica além das 3 propostas pela Hellinger Sciencia.

Claro que não foi da noite para o dia. Existiu todo um processo de amadurecimento para compreender como es que essas leis resultavam ser tão abrangentes, Assim como para compreender como resultava inevitável gerar consequências negativas quando estas leis são transgredidas.

O criador das atuais constelações familiares, Bert Hellinger, nos ensinou que existem três leis sistêmicas básicas: Pertencimento, Ordem e Equilíbrio.

No entanto, hoje estaremos falando dessa força que a senhora Brigitte de Champetier de Ribes incluiu como uma força a mais e que se relaciona intimamente com as outras três.

Se trata da FORÇA O LEI DE ASSENTIMENTO.

Como já dizemos, esta primeira força do amor inclui as outras três e é pelo tanto a mais exigente, e nos fala do assentimento incondicional a todo tal qual é.

Ao logo do estudo da teoria e da prática sistêmica, nos enfrentamos inúmeras vezes com a necessidade do assentimento, que é bem diferente a aceitar. Muitas vezes aceitamos porque não temos mais remédio! Porque não temos outra opção e isso, não é um movimento que venha do coração..., não é um movimento necessariamente do amor.

Assentir por outro lado, é uma atitude positiva de aceitar sem ressalvas. De aceitar sem críticas nem julgamentos aquilo que já é e com isso, tudo aquilo que já foi.

Esta opção, não pode vir se não do mais profundo, desde o essencial do nosso ser. Se trata de uma aceitação humilde, amorosa e espiritual.

Por outra parte, o assentimento de tudo o que foi e de tudo o que é, é a única atitude que pode se esperar de algum em equilíbrio, e não poderia ser de outra maneira.

Quem pode negar o que existe ante seus próprios olhos?

Quem pode negar o que aconteceu no passado?

Só um néscio ou uma criança, pode pretender que a vida se comporte como ela quer ou necessita.

A vida é como é.

Também resulta evidente que não é possível mudar o passado que já foi e que pelo tanto não pode ser mudado. Nem pode mudar-se o que é, que já pertence ao passado.

Só no assentimento, podemos pertencer e respeitar a ordem natural, hierárquica da vida, porque no assentimento estamos fluindo na direção da vida, na energia da vida.

Só no assentimento, podemos manter o recuperar o equilíbrio entre aquilo que damos, que recebemos, que sacrificamos ou compensamos, seja como devedores ou na inocência de quem dá demais.

Assentindo eu sei que pertenço.

Assentindo seu meu lugar.

E assentido respeito e me respeito.

 A lei do assentimento, repetimos, não foi trazida por Bert Hellinger e sim pela Senhora Brigitte de Champetier de Ribes.

Bem amigos.... Um forte abraço para todos!

Muita luz!

Um dos princípios da naturoterapía é a EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE

 p. Daniel Della Valle

Educar para a Saúde é trazer conhecimentos, ensinar, informar para que os consulentes tenham a possibilidade de se CUIDAR E DE CUIDAR AOS OUTROS, diante das más variadas situações..., vivendo a vida, RESPEITANDO-A, a partir de atitudes e pensamento que se ajustem equilibradamente à realidade.

A Educação para Saúde é um processo que anela MELHORAR, PRESERVAR E PROMOVER a saúde e a qualidade de vida das pessoas. E perante da complexidade da vida, a cada dia necessitamos pensar maior, em conceitos mais amplos, conceitos que expressem muito mais sobre o que é a saúde, além do fato de não-adoecer, enriquecendo, paulatinamente, o grande e dinâmico conceito SAÙDE.

Por tanto, EDUCAR PARA A SAÚDE SUPÕE SABER O QUE É SAÚDE.

A ideia de saúde e a sua definição se modificam com a evolução do pensar humano, com as EXPLICAÇÕES FILOSÓFICAS que o homem da a sua existência em cada momento da sua história.

Pelo tanto, o conceito de saúde reflete a conjuntura social, econômica, política e cultural de cada um de nós.

Ou seja: SAÚDE NÃO REPRESENTA A MESMA COISA PARA TODAS AS PESSOAS. Ainda assim, PARA TRABALHAR PREVENTIVAMENTE, a educação para a saúde necessita ter claro o QUE É SAÚDE.

Primeiro, na história, a saúde se tratava dentro de um campo mágico-religioso. Não se definia a saúde, nem a doença, só se sofria por desígnios superiores.

Hipócrates rompe em ocidente aquela hegemonia mágico-religiosa com sua teoria dos Humores, compreendendo a saúde como um equilíbrio interno ainda que absolutamente consciente da influência do meio.

Antes, MUITO ANTES, as culturas antigas que conformavam o oriente, pensavam na saúde como um estado de equilíbrio energético em relação direta com a natureza. O interessante é que a ruptura do equilíbrio das energias (yin e Yang) para o que hoje é a denominada Medicina Tradicional Chinesa, por exemplo, possuí causas INTERNAS E EXTERNAS bem específicas, vinculadas com a HERANÇA e com os HÁBITOS, com a forma em que a pessoa se relaciona com seu ambiente e, na mesma proporção, com as suas EMOÇÕES!

No transcurso da história, a definição de saúde continuará cambiando influenciada pela religião na IDADE MÉDIA, pelo avanço dos estudos científicos no RENASCIMENTO, pela REVOLUÇÃO INDUSTRIAL e pela reorganização da humanidade em grandes centros urbanos e pelo seu próprio crescimento.

O conceito de saúde foi CRESCENDO... foi “ENGORDANDO”, na medida em que o homem foi compreendendo SUA COMPLEXIDADE e na medida em que crescia sua capacidade de apreender e de transformar seu entorno.  

Em 1948, a OMS estabeleceu a definição de saúde como "um estágio de bem-estar físico, mental e social e não só a ausência de doenças ou enfermidades".  Isto já foi um avanço, pois uniformizou a definição de saúde e sem equipará-la às doenças.

Mas ainda assim, esta definição deixa fora da definição de saúde grandes espaços e formas existenciais, que hoje já sabemos influenciam determinantemente o nosso ser, e gerou muitas críticas por ser utópica e de certa forma por entrar em conflito com alguns interesses.

No dicionário podemos ler uma outra definição de saúde: Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. Legal!

Agora bem, nos meus 30 anos de prática, a percepção do que é a saúde também foi mudando, na medida em que experimentava tanto a prática da naturoterapía como o meu próprio crescimento pessoal.  (Acho que acontece com todos)

Desde sempre, a doença era uma tarefa e a saúde um objetivo... E OLHE ONDE É QUE ESTAVA O FOCO... NA DOENÇA. Mesmo assim não estava errado, pois isso é o que os consulentes procuravam!

Após um trabalho pessoal, descobri que meu trabalho tinha que ser o de DIMINUIR A DISTÂNCIA ENTRE INDIVIDUALIDADE E ESSÊNCIA... e ainda que não compreendi muito bem aquilo, alguma coisa dentro de mi SE TRANQUILIZOU.

O conceito de saúde ganhava dentro de mim, uma outra dinâmica e a cada dia, não só ficava mais ABRANGENTE. Também, ficava cada vez mais PROFUNDO E MAIS ESPIRITUAL. E não necessariamente no sentido religioso.

Um dia, cheguei a minha grande definição de saúde... Saúde, é saber quem sou e lembrar de mim em todo momento. E isto inclui todos os aspectos da nossa existência... o físico, o financeiro, o afetivo, o profissional, o relacional que também abarca o todo...

Hoje, na VISÃO SISTÊMICA, a saúde se compreende de uma forma muito mais geral e conciliadora.

Para que exista saúde, devemos primeiro INCLUIR o que está excluído. TUDO.

E segundo o Sr. Bert Hellinger, para que exista saúde e liberação, deve de existir ASSENTIMENTO e RENÚNCIA. E isso, nos leva a um patamar de equilíbrio superior, onde a saúde é a única forma de existência possível, E ONDE SERÁ UTÓPICA na medida em que permaneçamos FORA DO NOSSO LUGAR, e experimentando a vida e as nossas relações não como adultos e sim, como crianças.

Esta nova forma de ver a saúde amplia a reflexão sobre o assunto, e pode nos permitir, QUEM SABE, modificar ou melhorar a nossa atuação na realidade, contribuindo com a HUMANIZAÇÃO, hoje tão necessária.

 

Muita luz a todos

Um forte abraço!

LOS PROBLEMAS DIGESTIVOS MÁS COMUNS A TRAVÉS DA NATUROTERAPÍA E DA IRIDOLOGÍA

p. Daniel Della Valle 

Se algum naturoterapeuta ou iridólogo está lendo este artigo, com certeza me dará a razão, si digo que além do estresse e da ansiedade, uma das queijas mais comuns nos consulentes é a do sistema digestivo.

Claro que existem vários problemas digestivos. Alguns repetidos, comuns... e outros bem específicos, com maior o menor gravidade...  

As principais doenças, relacionadas ao sistema digestivo que levam as pessoas a procurar assistência médica são: o refluxo gastresofágico, a constipação intestinal, a gastrite, a esteatose hepática e a síndrome do intestino irritável. Claro que há mais... mais estes são os mais comuns.

Dietas erradas, abuso de alimentos ou de álcool, excesso de estresse, falta de descanso, obesidade, histórico familiar complicado, diabetes, dislipidemias e outras doenças anteriores contribuem para complicar o panorama de aqueles que começam a sofrer de problemas digestivos.

Antibióticos e inibidores da acidez, e outros remédios que ajudem no movimento intestinal ou que absorvam as fermentações, além das cirurgias, são um potente arsenal médico pare enfrentar estes sintomas e doenças mais que desagradáveis, que, geralmente não ficam na dor ou quaimor..., e acabam por gerar desconforto e sofrimento em outras áreas corporais e funcionais, atrapalhando até o sono e fundamentalmente o humor e conseguintemente às emoções.

Para nós, naturoterapeutas não médicos, o que chega aos nossos consultórios não é muito diferente. De 10 consulentes, no menos de 8 apresentam sintomas digestivos de importância e desses 8, 5, os relatam como queijas principais...

As vezes começam alguns meses atrás. Mas a maioria já tem anos de sofrimento estomacal e/ou intestinal. Anos tomando omeprazol ou similares.

 Muito destes casos, e isso é mais triste ainda, os problemas digestivos, são em decorrência de outros medicamentos que “necessitam” tomar em forma “permanente”.

Mas, a visão que temos do sistema digestivo através da iridología e a compreensão naturoterapêutica do assunto, nos permite realizar uma avaliação bastante simplificada, e ainda assim, dentro da lógica e da realidade.

A visualização da saúde através da iridología nos mostra com clareza tanto as diferentes áreas anatômicas do sistema digestivo, como a sua funcionalidade. Esta última, tremendamente facilitada graças à possibilidade que temos de diferenciar os estados de toxemia, inflamação, cronicidade e de acidose.

Como também a iridología pode ver o reconhecer os estados nervosos, de ansiedade e os emocionais, assim como relacioná-los à funcionalidade orgânica, podemos traçar um mapa do percorrido da disfunção e achar as causas originais dos problemas. Inclusive dos digestivos, possibilitando assim um plano terapêutico eficaz e não só a diminuição sintomática.

Na naturoterapía existe um roteiro que se confirma a cada cliente. Com excepções, claro, que devemos ter sempre em conta. Mas, em geral, é mais ou menos assim:

             Desencadeante que pode ser um Evento ou histórico estressante

             Sistema Nervoso, através da simpaticotonia

             Alteração seletiva das funcionalidades com o estresse como mediador

             Disfuncionalidade majoritariamente gástrica, hepática e renal (ou outras, dependendo do indivíduo)

             Diminuição funcional com o consequente acúmulo de toxinas e acidificação

             Eventualmente concretização dos estados patológicos primários

             Até chegar ao avanço da patologia em direção a estágios de maior gravidade.

Sem nenhum ânimo de contradizer a nenhum médico nem as ciências médicas, só dando uma opinião) é muito difícil achar a um adulto, e mesmo a um adulto jovem, que apresente uma alteração gástrica aguda absoluta.

Quase sem exceção a gente confirma estados gástricos crônicos mesmo após médios ou pequenos períodos de estresse.

A inibição da acidez digestiva pode até acalmar a dor ou o queimor, mas, impossibilita a recuperação das causa da disfunção e por tanto, mantem e reforça o problema do consulente. Daí que exista tanta resistência ao uso de remédios da família dos inibidores de prótons...

Outra coisa. Diversas disfuncionalidades intestinais, inclusive algumas intolerâncias, reagem espantosamente bem à recuperação funcional estomacal.

Então, se tem dor de estomago ou queimor, estufamento, problemas para evacuar, sensação de saciedade, excesso de borborigmo... todo isso tem solução!

O desafio principal é eliminar ou administrar os estados de estresse e de ansiedade, o tempo que se estimula a correta funcionalidade gastrintestinal e se corrigem os hábitos alimentares.

Então... boas melhoras!!

 

Mita luz a todos...

Um forte abraço!